About this Item
/ wiens Inwoonders / Wildt / Naekt / seer Godloos / ende wreede Menschen-Eeters zijn; hoe hy selve onder de Brasilianen lange gevangen geseten heft / die hem dagelijcks dreyghden doodt te slaen en t'eeten: Oock hoe wonderbaerlijck hy door de handt des Heeren verlost is. Item / hoe de wilden Wayganna geheeten / hun daer / als onder 't gebergte de Bay de Todos los Sanctos onthouden ende geneeren / voorts waer mede sy omgaen ende Oorloge voeren. Alles Figuerlijck naer't leven af gebeelt, is seer dienstig voor de gene die naer Brasilien of Farnambucque varen. t?Amsterdam, Gedruckt hn Jan Jacobfz Bouman, op?t Water tegen ober de Roozen Marcht [?] Anno 1660. In 4º (de 18x14,5 cm) com [viii], 72 págs. Encadernação recente inteira de pele com gravação a ouro na lombada. Ilustrado com gravuras no texto abertas a talhe-doce. Edição holandesa extremamente rara de um importante e muito popular relato de uma testemunha ocular sobre o Brasil do século XVI, por Hans Staden (ca. 1520/25-ca. 1557 ou ca. 1576), artilheiro de Hesse que serviu os portugueses no Brasil nos anos 1547-1548 e 1549-1555. Durante a maior parte de sua segunda viagem ao Brasil, foi mantido prisioneiro perto do Rio de Janeiro pelos índios Tupinambá. Já fluente na língua tupi, terá provavelmente adquirido um conhecimento mais íntimo dos índios do que qualquer outro escritor de sua época. A primeira parte descreve suas viagens e captura pelos índios, enquanto a segunda parte a cultura e costumes destes. Conseguiu sobreviver e voltar são e salvo à Europa, resgatado pelo navio corsário francês Catherine de Vatteville, comandado por Guillaume Moner. Os contos sensacionais de Staden sobre os 'canibais selvagens, nus, muito ímpios e cruéis' do Brasil, publicados quando os europeus quase nada conheciam do Novo Mundo, imediatamente fizeram do livro um best-seller. Embora sua visão tendenciosa dos ?selvagens? brasileiros tenha sido a progenitora de muitas crenças europeias amplamente aceites no século XVI sobre o Novo Mundo, ela também contém muitas informações provenientes das observações diretas de um observador participante, familiarizado com a língua nativa. Portanto, constitui uma das fontes mais importantes de factos e observações sobre os indígenas locais. Andres Kolben, em Marburg, publicou pela primeira vez o livro de Staden em alemão em 1557, mas Christoffel Plantin em Antuérpia publicou uma tradução holandesa ilustrada com 22 xilogravuras em 1558 e o livro tornou-se ainda mais popular em holandês do que em alemão, existindo cerca de vinte edições holandesas, quase todas muito raras. A presente edição segue as edições de Broer Jansz de 1627 e posteriores (provavelmente também sua edição de 1625, que não vimos) página por página e quase linha por linha, tem o mesmo agrupamento (A-K4 = 40 ll.), e usa as mesmas xilogravuras (às vezes com danos nítidos). As 17 ilustrações em xilogravura no texto estão tão próximas (mesmo nas letras) de 17 das 22 da edição de 1558 de Plantin, que suspeitamos que elas tenham sido impressas com os seus blocos. Plantin incluiu mais cinco, não nesta ou nas edições Broer Jansz, mas as duas xilogravuras maiores nas duas páginas de rosto não têm imagem correspondente na edição de Plantin e provavelmente foram cortadas para Broer Jansz, embora o texto esteja dividido em duas partes e a parte dois tenha a sua própria página de título, essa página de título fica no meio de um caderno (H3) e as assinaturas e paginação dos cadernos continuam por todo o livro, portanto as duas 'partes' não podem ter sido emitidas separadamente. O STCN registra nove edições holandesas, a maioria em apenas uma ou duas cópias cada, mas nenhuma entre 1638 e 1685. Localizamos apenas outras três cópias da presente edição em todo o mundo. Existe uma versão portuguesa do texto de Marburgo de 1557, por Alberto Löfgren, revista e anotada por Theodoro Sampaio, e publicada no Rio de Janeiro em 1930, com as xilogravuras inseridas nos locais correspondentes do texto, que celebrizaram a.
Seller Inventory # 1404JC122
Contact seller
Report this item