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OU ORGÃO, E ainda também para qualquer outro instrumento de vozes, reduzidas a breve methodo, e fácil percepçaõ. DEDICADO A SUA MAGESTADE FIDELISSIMA D. JOSEPH I. QUE DEOS GUARDE, POR ALBERTO JOSEPH GOMES DA SILVA Compositor, e Organista. LISBOA, Na Officina Patriarcal de Francisco Luiz Ameno. M . DCC. LVIII. [1758]. In 4º. De 21x15 cm. Com [8], [50] págs. Completo e com a seguinte a colação detalhada: [viii], 44 págs. + 3 págs. com erro tipográfico na paginação + 2 págs. inumeradas com o índice. Encadernação artística da época inteira de pele marroquim vermelho com magníficos ferros a ouro rolados em florões nas duas pastas; nervos e ferros a ouro na lombada. Ilustrado com 12 páginas de música gravada impressa a partir de 12 placas de cobre em ambos os lados de 6 folhas inseridas (música maioritariamente polifónica com 4 pautas duplas - clave de Sol e de Fá - por página). Inclui ainda um mostrador gravado de página inteira com os 12 intervalos em todas as tonalidades maiores e menores, incluindo intervalos diminutos e aumentados (falta o mostrador rotativo interior com as doze notas), um ornamento em xilogravura na página de rosto, 2 iniciais decoradas em xilogravura (de 2 séries diferentes) e 2 cabeçalhos em xilogravura. Exemplar com leve vestígio de tinta sobre a folha de rosto devido a nódoa do título de posse manuscrito na época no anterrosto. Primeira e única edição de uma obra didática com regras e um método de acompanhamento para cravo, órgão ou outros instrumentos vocais. Foi escrito e composto para ser curto e de fácil compreensão, para uso dos principiantes. As ilustrações de notação musical foram acrescentadas para clarificar o texto e pôr em prática a teoria. Alberto José Gomes da Silva (ca. 1713?-1795) foi um organista e compositor clássico português. É conhecido não só pela presente obra, publicada em Lisboa em 1758, mas também por várias óperas, sonatas para piano e outras obras musicais. Uma das suas óperas foi encenada num teatro público ("Teatro da Rua dos Condes") em Lisboa, em 1775. A presente obra destaca-se em relação a outras obras de teoria musical do século XVIII, por ser a única publicação portuguesa conhecida exclusivamente dedicada ao baixo contínuo e também por ser a primeira obra impressa em Portugal, a apresentar todas as escalas maiores e menores da oitava cromática completa. O mostrador interno rotativo (ausente no presente exemplar) mostra as doze notas da escala cromática. Assim, pode-se rodar o mostrador interno para alinhar qualquer nota escolhida com a fundamental/oitava, e o mostrador indicará todas as notas da escala para as suas tonalidades maiores e menores, por exemplo, como auxílio à transposição. Quando uma nota tem dois nomes diferentes consoante a escala, é rotulada com ambos (por exemplo, Lá bemol e Sol sustenido). Ligeiros sinais de desgaste, sem afetar a integridade da encadernação. Sem o mostrador interior rotativo para o mostrador gravado com as teclas musicais, com uma pequena mancha de tinta na página de rosto, um pequeno orifício nas págs. 5-6, ligeiro escurecimento das placas de página inteira, de resto em muito bom estado. A encadernação apresenta ligeiros sinais de desgaste, mas está também, de um modo geral, em muito bom estado. O primeiro livro de música portuguesa do século XVIII sobre o baixo contínuo, numa bela encadernação contemporânea. Inocêncio I, 24 e VIII, 23: ? Alberto José Gomes da Silva, que parece ter sido músico de profissão. Compôs e imprimiu em Lisboa no ano de 1758 uma Arte ou Princípios de Musica, com este ou diverso título. Deve ser rara esta obra, porque ainda não a vi, nem tenho dela outra notícia mais que a de acha-la citada por Francisco Ignacio Solano em um dos seus Tratados da mesma arte, que correm impressos. Barbosa não fez menção dela, nem do seu autor. Sem que possa acrescentar circunstancia ou particularidade alguma, que diga respeito à pessoa, tenho a declarar que comprei já no ano de 1865 um exemplar da obra aludida, cujo titulo é: Reg.
Seller Inventory # 1502JC020
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