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[Fac-símile colorido do códice iluminado] Introduções de Maria José Mexia Bigotte Chorão e Sylvie Deswarte-Rosa. Prefácio de Martim de Albuquerque. Lisboa 1997. Edições Inapa. 2 volumes in fólio de 53x40 cm. Com 46 fólios [fac-símile] e [introduções] 92, [iv] págs. Encadernações do editor em tela com uma iluminura na pasta anterior que também consta no interior, ambos os volumes acondicionados em um estojo de protecção próprio da edição. Magnífica reprodução fac-similar a cores com a recolha de 43 frontispícios iluminados dos códices da Leitura Nova de D. Manuel I. Iluminados e caligrafados por grandes nomes da arte portuguesa e europeia, como por exemplo: António de Holanda, Álvaro Pires e António Fernandes. Obra inserida na coleção 'História da Cultura Portuguesa', dirigida pelo Prof. Dr. Martim de Albuquerque. Exemplar de uma tiragem de 600 não numerados [com os dois volumes encadernados em tela]. A tiragem total foi de 675 exemplares impressos em papel couché, sendo destes, 75 de uma tiragem especial, numerada e assinada [com o vol. do fac-símile encadernado em pele]. "O director da Leitura Nova, . assinalava os documentos que entendia para serem tresladados. Aos calígrafos era distribuído um trabalho específico, de modo que procuravam em cada códice apenas os documentos das séries que lhes tinham sido atribuídas." M. J. M. B. C. 'Quanto aos livros da Leitura Nova, preciosos pelas iluminuras, cifram-se em 60. grossos volumes in folio-em tempos com ricas encadermações de que subsistem apenas algumas aplicações metálicas soltas, incluem os forais, e representam o produto do que poderíamos designar scriptorium regium. D. Manuel teve com a Torre do Tombo cuidado exemplar. Percebeu que o arquivo era a grande matriz do que mais tarde se consignou chamar de memória colectiva e que uma nação implica, como ensinaram os escritores do trânsito do século XIX ao século XX, um passado em comum. A sua preocupação - como já se disse levou-o, mesmo, a recomendar no testamento aos sucessores que não descuidas sem a obra realizada na Torre: 'Eu tenbo mandado emtemder no coregymento da tore do tombo e comcerto das escripturas della. No que ja agora be começado e se faz [.] porem muyto encomendo e mamdo que se acabe tudo de fazer asy a obra da mesma tore como no comcerto e trellado das escrituras della no modo em que bo tenho ordenado segumdo que o tenbo fallado e pratica do com os oficiaaes que diso emcarreguey [.]' 87 EM sempre encontramos os Livros da Leitura Nova computados no mesmo N número. Em verdade, porém, são sessenta: cinco livros de Além-Douro, três livros da Beira, oito livros de Odiana (Guadiana), treze livros da Estremadura, um livro das Ilbas (ou seja, trinta livros de base geográfica), um livro de Extras (assuntos exteriores), seis livros de Místicos (isto é, comuns a mais de uma região), dois livros de Reis, dois livros de Direitos Reais, um livro de Forais Velbos, cinco livros de Forais Novos (Entre-Douro--e-Minho, Trás-os-Montes, Entre-Tejo-e-Odiana, Beira, Estremadura) 8, cinco volumes de Inquirições (Além-Douro, Arcebispado de Lisboa, Beira e Alto Douro, Entre Douro-e-Ave, Entre-Cávado-e-Ave), um livro de Mestrados (Cristo, Santiago e Avis), dois livros de Padroados, três livros de legitimações (abarcando os reinados de D. Duarte, D. Afonso V, D. João II e D. Manuel 1) 89, COM a Leitura Nova D. Manuel não intentou apenas reformar documentos antigos, tornando mais acessível a sua consulta; procurou também reunir e assentar materiais para a História de Portugal. COMO escreveu a Dr. Maria José Bigotte Chorão, num estudo inédito, mas fundamental, sobre Os Forais 'As razões de tal empresa, isto é, de copiar em códices de pergaminho iluminados alguns documentos produzidos em reinados anteriores e no seu próprio, dá-as o rei no prólogo desses livros e são, em resumo, as seguintes: vontade política de isolar, da enorme massa documental existente no Arquivo da Casa da Coroa, alguns documentos que pudessem ilustrar, não uma qualque.
Seller Inventory # 2606ES004
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