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Assim per concessão, como per commissão: como em seus titulos se declararà. Mandarão se imprimir no Capitulo do Anno de 1583. O qual se fez em o Mosteiro de Sancto Eloy de Lisboa: sendo Gèral o muyto Reuerendo Padre Miguel do Spiritu Sãcto: Foy esta diligencia cõmetida ao Padre Ioão de San Pedro. Com licença da Mesa Gèral do Sancto Officio, que os mandou reuer pello muyto Reurendo Padre Frey Bertholomeu Ferreira. E com licença do muyto Illustre Senhor Dom Miguel de Castro Arcebispo de Lisboa por merce de Deos. Em Lisboa. Impresso por Antonio Alvarez. Anno 1594. In fólio de 29,7x21 cm. Com [ii], 78, [iii] fólios. Encadernação do século XIX, com a lombada em pele com nervos e ferros a ouro. Cortes das folhas carminados. Folhas de guarda em papel marmoreado. Folha de rosto xilogravada com uma elaborada composição constituída por elementos geométricos, volutas, jarras e motivos vegetalistas, tendo na parte superior o escudo das armas reais e na parte inferior, a legenda: Soli Deo Honor: Impressão muito nítida, sobre papel de linho muito encorpado, com belos caracteres redondos de diversos tamanhos e alguns itálicos, nos nomes dos revedores. Todos os documentos transcritos estão ornamentados com belíssimas e grandes (6x6 cm.) iniciais decoradas e historiadas, com iniciais decoradas mais pequenas nas partes de cada documento e com tarjas no fim de algumas das páginas. Todos os elementos decorativos em xilogravura. Exemplar com ligeira falha junto à coifa e com pequenos furos de traça superficiais nas charneiras. Com mancha ténue à cabeça das folhas junto ao festo e com manchas superficiais de sujidade no canto inferior das folhas iniciais. Com sublinhados e chamadas marginais em tinta coeva em diversos fólios em especial no fólio 55, 62 e 63. Impresso quinhentista muito raro (Inocêncio nunca viu um exemplar, não consta dos principais leilões de livros e catálogos de livreiros) e os poucos exemplares existentes têm danos graves e falta de folhas (ver os exemplares na BNP). Muito importante para a história da Congregação, para a história de Portugal em geral e para o estudo das relações entre os vários poderes em actuação na época: O Papado, o poder real, os bispos, as outras ordens religiosas e a Inquisição. Texto em latim, com a excepção da Carta do Arcebispo de Lisboa, no segundo fólio preliminar; A recepção da Letra Apostólica do Papa Martinho V, em Lamego, no fólio 19 frente; e a Carta de Apostólica Sentença do Cardeal D. Henrique, fólio 74 frente e 75 frente e verso. As folhas preliminares contêm as licenças assinadas por Frei Bartolomeu Ferreira, o qual foi revisor dos Lusíadas e a Carta Testemunhável do Arcebispo de Lisboa e as três folhas finais contêm um índice, com o verso da última em branco. A obra inclui cerca de 70 documentos papais concedendo privilégios à Congregação dos Cónegos Seculares de São João Evangelista. Congregação de origem portuguesa foi fundada cerca de 1420, no reinado de D. João I, na Igreja de Nossa Senhora dos Olivais, pelo Bispo Mestre João Vicente, médico do rei, pelo Doutor Martim Lourenço e por D. Afonso Nogueira. Em 1425 o Arcebispo de Braga, D. Fernando da Guerra cedeu o mosteiro de Vilar de Frades para sede da nova ordem, que foi reconhecida pelo Papa Eugénio IV. Foi influenciada pelos movimentos de reforma religiosa do final da Idade Média, de modo especial pela corrente da observância que renovou profundamente a espiritualidade monástica e antecipou as reformas do Concílio de Trento. O Infante D. Pedro, em 1440, doou à congregação a Igreja de Santo Elói em Lisboa, (junto dela instalaram um hospital), o que levou a que passassem a ser designados por Lóios. No reinado de D. João III, durante as epidemias de peste, começaram a administrar diversos hospitais, como o de Todos-os-Santos e o Hospital das Caldas. Enviaram missionários In folio. 29.7x21 cm. [ii], 78, [iii] folios. 19th century binding, with leather spine with raised bands and gilt tools. Red edges. Marbled endpapers. Title page with a.
Seller Inventory # 2305PG005
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