Pelas ?guas do Samsara. This item is unavailable.
Language: Portuguese
Published by Eureka, 2026
- Softcover
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Seller Inventory # L2-9786585242271
- Title
- Pelas ?guas do Samsara
- Author
- Alexandre S Da Rocha
- Publisher
- Eureka
- Publication year
- 2026
- Condition
- New
- Binding
- PAP
- Language
- Portuguese
- ISBN 10
- 6585242270
- ISBN 13
- 9786585242271
- Item weight
- 227 grams
Samsara é o fluxo contínuo de nascimentos, vidas, mortes e renascimentos. O ensinamento budista diz que todos os seres sencientes estão presos nele, em um ciclo recorrente, e que o sofrimento é sua característica universal. A finalidade última do dharma, a verdade subjacente à aparência da realidade, é capacitar os seres humanos a escapar do Samsara e alcançar o Nirvana, a libertação final da ilusão e do sofrimento. O budismo prescreve a meditação, a prática da compaixão e o cultivo da sabedoria como instrumentos para alcançar esse fim.
Nós, seres humanos, temos um anseio inexaurível por explicações, e palavras, pensamentos e raciocínios são os instrumentos que temos para nos comunicarmos. Por isso, criamos filosofias como substitutas intelectuais da experiência. Porém, essa é uma substituição insatisfatória, pois tentamos falar do que não pode ser dito e, intelectualmente, captar o que só se alcança por meio de uma experiência incomunicável.
Isso não é uma empreitada intelectual, embora numerosos mestres budistas tenham reiteradamente tentado justificar seus ensinamentos, o que culminou em sofisticada construção filosófica cuja compreensão está longe de ser trivial. Ela implica um paradoxo: se a realidade percebida é irreal, tudo o que sabemos padece de uma imperfeição intrínseca, e até nós mesmos, os conhecedores, não somos o que imaginamos.
Tal sutileza explica por que os princípios do budismo podem parecer complicados, paradoxais ou um contrassenso: eles procuram transmitir algo que pode ser experimentado, mas não pode ser descrito. Então, o melhor modo de transmitir essas ideias é por meio de metáforas ou imagens paradoxais. Esse conhecimento, embora razoável, pode parecer irracional.
Este livro é uma tentativa de apresentar algumas reflexões em torno dessas questões.
Nós, seres humanos, temos um anseio inexaurível por explicações, e palavras, pensamentos e raciocínios são os instrumentos que temos para nos comunicarmos. Por isso, criamos filosofias como substitutas intelectuais da experiência. Porém, essa é uma substituição insatisfatória, pois tentamos falar do que não pode ser dito e, intelectualmente, captar o que só se alcança por meio de uma experiência incomunicável.
Isso não é uma empreitada intelectual, embora numerosos mestres budistas tenham reiteradamente tentado justificar seus ensinamentos, o que culminou em sofisticada construção filosófica cuja compreensão está longe de ser trivial. Ela implica um paradoxo: se a realidade percebida é irreal, tudo o que sabemos padece de uma imperfeição intrínseca, e até nós mesmos, os conhecedores, não somos o que imaginamos.
Tal sutileza explica por que os princípios do budismo podem parecer complicados, paradoxais ou um contrassenso: eles procuram transmitir algo que pode ser experimentado, mas não pode ser descrito. Então, o melhor modo de transmitir essas ideias é por meio de metáforas ou imagens paradoxais. Esse conhecimento, embora razoável, pode parecer irracional.
Este livro é uma tentativa de apresentar algumas reflexões em torno dessas questões.
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