Nailor Marques Jr, nasci em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, em 1963, filho de uma dona de casa de 5 filhos, eu sou o do meio, e de um eletricista que depois virou bancário. Fui criado num bairro quase sem asfalto, numa casa com apenas a porta de entrada, a de saída e a do banheiro e com o esgoto correndo a céu aberto nos fundos, o que permitiu que com chuvas partes da minha casa fossem levadas por três vezes. Eu li para fugir dali.
Foi, assim mesmo, uma infância dura, mas feliz, cheia de bons amigos, de frutas roubadas, de muita surra de cinta e de ter podido aprender a ler e escrever aos 4 anos com meu irmão mais velho. Estudei em escolas de crianças muito pobres, mas com professores muito ricos em amor, no SESI e, por comandar por quatro anos o jornalzinho da escola, sempre quis ser escritor. E desde lá ameaçava meus rabiscos.
Mudei para várias cidades, até me estabelecer em Maringá, no interior do Paraná, já com meu pai bem de vida, mas seguindo estudando em escolas públicas. Comecei a trabalhar aos 14 anos como office-boy numa imobiliária e como professor de Gramática nas horas vagas (isso mesmo, Gramática). Fiz Direito e quase todo o curso de Letras na UEM. Comecei a estudar Ciência política em Lisboa, mas interrompi para voltar ao Brasil, pois meus pais empobreceram, se separaram e eu precisava ajudar minha mãe e terminar de criar duas irmãs.
Como aos 19 anos já era professor de Literatura, Gramática e História num cursinho pré-vestibular, retomei minha carreira e fui feliz sendo professor por 35 anos, contando os de aulas particulares. Até hoje já publiquei 31 livros (o último lançado agora em modo digital na Amazon), gravei 02 áudio-livros e 08 DVDs. Tornei-me palestrante em 1995 e em 25 anos realizei quase 2500 palestras no Brasil e no exterior para grandes universidades e empresas brasileiras e estrangeiras, tudo coroado por poder contar minha história numa grande entrevista ao Programa do Jô, em 2012. https://www.youtube.com/watch?v=x1KWL1JEJ0Y
Não me considero, na verdade, uma pessoa biografável. Sempre achei que biografias eram para pessoas muito importantes ou para pessoas mortas (não me encaixo em nenhuma, acredito que não). Creio, no entanto, que entre uma ponta e outra da minha vida tentei fazer coisas que fizessem sentido ao coração, isto caberá bem em qualquer biografia. Fazer as coisas plenas de paixão, essa é a minha biografia.