Hard Cover. Condition: Good. Memoria apresentada á Academia Real das Sciencias de Lisboa por Felix de Brito Capello, Socio correspondende da mesma Academia. Typographia da Academia. Lisboa. 1880. De 28x21,5 cm. Com iii, 73 págs. Encadernação da época com lombada em tela e ferros a ouro. Catálogo organizado pela classificação de 267 espécies de peixes das águas portuguesas, dispostas em famílias tendo cada espécimen científico todas as referências bibliográficas portuguesas e estrangeiras à época, com indicação da obra, volume e página onde se encontra mencionado. Segue-se um índice de nomes vulgares, um índice de nomes científicos e uma lista de publicações deste autor. O catálogo, obra póstuma, ficou incompleto devido à morte do autor, em 1879, tendo contado com o apoio de José Augusto de Sousa, conservador do Museu de Lisboa, para terminar a obra do autor. Obra com introdução de J. V. Barbosa du Bocage, responsável pela redação. Félix António Capelo de Brito (Peniche, 1828 - Lisboa, 1879) foi um biólogo e oceanógrafo, pioneiro no estudo da ictiologia e aracnologia, tendo inclusive descrito espécies novas para a ciência. Irmão do almirante português Hermenegildo Capelo. É também o autor das obras Descripção de algumas especies novas ou pouco conhecidas de crustaceos e arachnidios de Portugal e possessões portuguezas do ultramar (1866) ; Description de quelques espècies du Genre Galateia du Bengo et du Quanza: mémoire présenté à l?Académie Royale des Sciences de Lisbonne (1878). Fez também trabalhos de cartografia da Ilha do Fogo. 28x21.5 cm. iii, 73 pp. Contemporary binding with canvas spine with gilt tooled title. Catalogue organised with the classification of 267 species of fish from Portuguese waters, arranged in families with each scientific specimen having all the Portuguese and foreign bibliographical references at the time, indicating the work, volume and page where it is mentioned. This is followed by an index of common names, an index of scientific names and a list of publications by this author. The catalogue, a posthumous work, was incomplete due to the author"s death in 1879. José Augusto de Sousa, curator of the Lisbon Museum, helped to complete the author"s work. Work with an introduction by J. V. Barbosa du Bocage, who was responsible for the writing. Félix António Capelo de Brito (Peniche, 1828 - Lisbon, 1879) was a biologist and oceanographer who pioneered the study of ichthyology and arachnology, even describing species new to science. Brother of the Portuguese admiral Hermenegildo Capelo. É também o autor das obras Descripção de algumas especies novas ou pouco conhecidas de crustaceos e arachnidios de Portugal e possessões portuguezas do ultramar (1866) ; Description de quelques espècies du Genre Galateia du Bengo et du Quanza: mémoire présenté à l?Académie Royale des Sciences de Lisbonne (1878). He also worked on the cartography of Fogo Island. Language: Português / Portuguese Location/localizacao: M-6-D-8.
Hard Cover. Condition: Good. Descripção de uma viagem atravez do CONTINENTE AFRICANO comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quaes figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita ás terras da Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, do Choa ao oceano. Por H. Capello - R. Ivens Officiaes da Armada Real Portugueza. Edição illustrada com mappas e gravuras. Volume I [Volume II]. Imprensa Nacional. Lisboa. 1886. 2 Volumes de 24x17,5 cm. Com xxvii, 448, [i]; xiii, [i em br], 490, [ii em br] págs. Encadernações com lombadas e cantos em pele, com nervos, rótulos e ferros a ouro nas lombadas. Incluem fita em cetim e folhas de guarda marmoreadas a imitar o antigo. Ilustrados com gravuras a preto e branco, com 14 em extratexto, 4 no primeiro volume e 10 no segundo, uma das quais de página dupla, 2 desdobráveis com diagramas de curvas meteorológicas e 6 mapas desdobráveis, com 4 no primeiro volume e 2 no segundo. Incluem quadros estatísticos e meteorológicos. Exemplar aparado apenas à cabeça, ocasionais picos de acidez e manchas de humidade, preserva a capa de brochura anterior com restauro no canto superior do primeiro volume e capa posterior do segundo volume. Primeira edição, dedicada a Dom Luís I, ao Povo Português e a Manuel Pinheiro Chagas, com prefácio dos autores. Relato fundamental da grande expedição de Capelo e Ivens (1884-1885), esta obra monumental documenta a travessia científica e cartográfica entre Angola e Moçambique, consolidando a presença portuguesa no interior de África e servindo de base ao célebre Mapa Cor-de-Rosa, marco geopolítico do fim do século XIX. Páginas em numeração romana do primeiro volume com dedicatórias, quadro com a relação dos indivíduos perdidos durante a expedição ao interior de África, índice das gravuras e dos capítulos, e prefácio. Segundo volume com índice das gravuras e dos capítulos nas páginas preliminares; e índice geográfico, antroponímico e das matérias dos volumes nas páginas finais. A obra divide-se em 30 capítulos, primeiro volume do Capítulo I ao XVI (1-16), segundo do Capítulo XVII ao XXX (17-30). Em 19 de Abril de 1883, o então Ministro da Marinha e do Ultramar, Manuel Pinheiro Chagas, decretou a criação de uma Comissão de Cartografia com o objectivo de elaborar um atlas geral das colónias portuguesas. Paralelamente, visava-se o estabelecimento de uma rota comercial terrestre entre Angola e Moçambique. Como os territórios a atravessar eram ainda desconhecidos e careciam de levantamento cartográfico, recorreu-se a oficiais da Marinha, experientes em missões de exploração, capazes de avançar com maior rapidez através da aplicação dos princípios da navegação marítima ao interior africano.A abertura desta ligação terrestre representava também uma reivindicação tácita de soberania sobre as terras situadas entre as duas colónias, que correspondem atualmente aos territórios da Zâmbia, Zimbabué e Malawi. Esta pretensão ficou conhecida como o "Mapa cor-de-rosa", ideia frequentemente atribuída ao então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Henrique de Barros Gomes, embora este nunca o tenha assumido publicamente. O projeto colidia diretamente com os interesses britânicos de ligar o Cairo à Cidade do Cabo, originando um grave conflito diplomático entre Portugal e o Reino Unido, que culminou no Ultimato Britânico de 1890. A cedência portuguesa à pressão britânica provocou sérios danos na imagem do regime monárquico português. Numa fase inicial, a exploração decorreu entre a costa e o planalto da Huíla, prosseguindo depois pelo interior do continente até Quelimane, em Moçambique. Durante esta travessia, os exploradores continuaram os seus estudos hidrográficos, realizando também registos de carácter geográfico-natural, etnográfico e linguístico. Foi assim estabelecida a tão ambicionada ligação terrestre entre as costas de Angola e Moçambique, com a exploração das vastas regiões do interior entre os dois territórios, descritas detalhadamente nesta obra. A missão teve início a 6 de Janeiro de 1884 e terminou a 20 de Setembro de 1885, data em que os exploradores regressaram a Lisboa, sendo recebidos em triunfo pelo rei D. Luís.Hermenegildo Carlos de Brito Capelo (Palmela, 1839 ? Lisboa, 1917), foi oficial da marinha portuguesa e explorador do continente africano durante o último quartel do século XIX. Em 1860 embarcou como guarda-marinha para Angola a bordo da corveta D. Estefânia, comandada pelo príncipe D. Luís, em 1863 regressa a Lisboa e é aprovado Segundo Tenente. Em 1874 torna-se Primeiro Tenente, Capitão Tenente supranumerário em 1877, e Capitão de Fragata em 1884. Ajudante de Campo Honorario de Sua Magestade El-Rei, comendador da ordem de S. Thiago. Em resultado de uma outra exploração científica em África, também com Roberto Ivens, escreveu e publicou: De Benguella ás Terras de Iácca . Lisboa, na Imp. Nacional, 1881. Roberto Ivens (São Pedro, Ponta Delgada, 1850 ? Dafundo, Oeiras, 1898), filho de pai inglês e de mãe açoriana, foi um oficial da Armada, administrador colonial e explorador do continente africano, português. Concluiu o curso de Marinha em 1870 com as mais elevadas classificações, no ano seguinte frequentou a Escola Prática de Artilharia Naval, partindo em setembro para a Índia, pelo Canal do Suez, integrado na guarnição da corveta Estefânia, onde é feito guarda-marinha. A partir de 1872 inicia contactos regulares com o continente africano, ascende a diversos cargos e termina a sua carreia como Oficial. 2 Volumes in folio. 24x17,5 cm. xxvii, 448, [i]; xiii, [i in bl], 490, [ii in bl] pp. Binding with leather spines and corners, raised bands, labels and gilt tooled on spine. With satin ribbon marker and recent marbled endpapers in contemporary style. Illustrated with black and white engravings, with 14 Hors-texte, 4 in the first volume and 10 in the second, one of which is a double-page, 2 fold-outs with diagrams of meteorological curves and 6 fold-out maps, 4 in the first v.
Soft Cover. Condition: Good. Sociedade de Geographia de Lisboa. Imprensa Nacional. Lisboa. 1883. 6 Obras de 30x24 cm. Com 26, [xx]; 133, [iv]; 122; 34; 22, [ii]; 77, [xx] págs. Brochados. Profusamente ilustrado em extratexto com mapas desdobráveis, levantamentos arqueológicos, quadros de dados meteorológicos, diagramas oftálmicos, quadros de dispersão arbórea e levantamentos epigráficos. Conjunto de cinco dos seis relatórios, publicados, com os estudos das secções científicas e das suas subsecções científicas. A expedição foi realizada segundo uma proposta apresentada por Luciano Cordeiro, na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 5 de Julho de 1880. Os presidentes da Comissão Administrativa da Expedição foram o médico Sousa Martins, que era também Presidente da Seccção de Medicina e o Capitão-Tenente Hermenegildo Capelo, que imprimiu aos trabalhos uma organização de cariz militar que muito contribuiu para o sucesso da Missão. Com início em 5 de Agosto de 1881, durou 19 dias, com a participação de 42 elementos divididos em 13 secções científicas e várias outras auxiliares, que integraram mais de 60 homens da região. O acampamento principal ficou estabelecido no planalto superior da Serra da Estrela, a 1850 metros de altitude. Estava organizado como um quartel e os trabalhos começavam e findavam com os toques de corneta da alvorada, recolher e silêncio. Os trabalhos receberam o apoio de vários organismos do Estado e das Câmaras Municipais da Guarda, do Carregal, de Manteigas e de Seia, que facultaram os meios de acolhimento, transporte e alimentação. Os cientistas que integravam a expedição, além das observações pessoais que realizaram, solicitaram grande número de informações a todas as entidades que possuíssem quaisquer relatórios e registos úteis aos seus fins. A expedição integrava uma secção de fotografia constituída pelos seguintes fotógrafos: Frederico Augusto Torres, Alberto Júlio Brito e Cunha, e Norberto Amâncio de Almeida Campos. Na época a fotografia era uma tecnologia recente que possibilitava um registo científico e documental de uma memória da viagem e um instrumento ao serviço do conhecimento e da ciência. Além do rico conjunto de registos científicos, de notícias diárias nos principais jornais de Lisboa, uma das consequências desta expedição foi a construção do Hospital Sousa Martins, destinado ao tratamento dos doentes tuberculosos, inaugurado em 18 de Maio de 1907 e que, nos nossos dias, é a ULS - Unidade Local de Saúde da Guarda. Entretanto, as tendas e barracões serviram para internar os doentes de um surto de tifo que ocorreu na Vila de Manteigas, em Fevereiro de 1882. A expedição contribuiu também para o desenvolvimento do termalismo e do turismo na região da Serra da Estrela. Este conjunto incluí cinco dos relatórios dos trabalhos e observações científicas realizadas pela expedição. Foi publicado mais um relatório da Secção de Medicina - Sub-secção de Ophthalmologia da autoria do médico Francisco Lourenço da Fonseca Junior e diversos folhetos, em tiragens muito reduzidas, relativos à organização e ao funcionamento interno da expedição, tais como: Indicações gerais; Secções auxiliares, topografia e acampamento; e Disposições regulamentares: avisos aos expedicionários. Ficaram inéditos diversos relatórios de Agronomia, Antropologia, Química, Geologia, Hidrologia, Fotografia, Zoologia e Zootécnica. As espécies botânicas recolhidas conservam-se no Herbário João de Carvalho e Vasconcelos, do Instituto Superior de Agronomia e os mapas dos levantamentos realizados conservam-se na Sociedade de Geografia de Lisboa. O presente conjunto inclui os seguintes relatórios: 1 - MARTINS SARMENTO. (Francisco) EXPEDIÇÃO SCIENTIFICA À SERRA DA ESTRELLA EM 1881. SECÇÃO DE ARCHEOLOGIA. [.] Relatório do sr. Dr. ? Sociedade de Geographia de Lisboa. Imprensa Nacional. Lisboa. 1883. De 33x25cm. Com 26, [xx] págs. Brochado, deve ser encadernado. Ilustrado com 10 estampas em folhas separadas reproduzindo esboços com a localização de estações arqueológicas, inscrições epigráficas, sepulturas, objectos, arcos romanos e antas. 2 - HENRIQUES. (Júlio Augusto) EXPEDIÇÃO SCIENTIFICA À SERRA DA ESTRELLA EM 1881. SECÇÃO DE BOTANICA. Relatório do Sr. Dr. ? Sociedade de Geographia de Lisboa Imprensa Nacional. Lisboa. 1883. De 33x25cm. Com 133, [iv] págs. Brochado deve ser encadernado. Ilustrado com 2 folhas desdobráveis com 32x53cm, reproduzindo uma carta geográfica de Portugal com a distribuição das principais espécies botânicas pelo território nacional e a distribuição das referidas espécies pelas diversas alturas do relevo da Serra da Estrela. 3 - MARRECAS FERREIRA. (Luiz Feliciano) EXPEDIÇÃO SCIENTIFICA À SERRA DA ESTRELLA EM 1881. SECÇÃO DE ETHNOGRAPHIA. Relatório do sr. ? Sociedade de Geographia de Lisboa. Imprensa Nacional. Lisboa. 1883. De 33x25cm. Com 122 págs. Brochado, deve ser encadernado. A obra foi dedicada a Luciano Cordeiro, historiador e Presidente da Sociedade de Geografia. Colige e transcreve as lendas populares da região da Serra da Estrela a partir de fontes escritas, nomeadamente de obras impressas e de um manuscrito pertencente à Diocese da Guarda. 4 - TORRES. (Leonardo) e Jacinto Augusto Medina. EXPEDIÇÃO SCIENTIFICA À SERRA DA ESTRELLA EM 1881. SECÇÃO DE MEDICINA. Relatório dos Srs. Drs. ? Sociedade de Geographia de Lisboa. Imprensa Nacional. Lisboa. 1883. De 33x25cm. Com 34 págs. Brochado, deve ser encadernado. O relatório decorre das páginas 1 a 24. A página 25 apresenta um mapa das análises efetuadas às águas potáveis e termais. As páginas 27 a 33 incluem um mapa das observações meteorológicas efetuadas nas Caldas de Manteigas e um mapa dos doentes observados na mesma localidade, com as respetivas notas na página 34. 5 - FONSECA. (Francisco Lourenço da) Secção de Medicina, Sub-secção de Ophthalmologia. Relatório do Sr. Dr. Francisco Lourenço da Fonseca Júnior. Sociedade de Geographia de Lisboa. Imprensa Nacional. Lisboa. 1883, De 33x25cm. Com 22, [ii] págs. Brochado. Ilustrado a cores numa das páginas finai.
Hard Cover. Condition: Good. Descripção de uma viagem atravez do CONTINENTE AFRICANO comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quaes figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita ás terras da Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, do Choa ao oceano. Por H. Capello - R. Ivens Officiaes da Armada Real Portugueza. Edição illustrada com mappas e gravuras. Volume I [Volume II]. Imprensa Nacional. Lisboa. 1886. 2 Volumes in 8.º de 24x17 cm. Com xxvii, 448; xiii, 490 págs. Encadernações editoriais em tela encerada a cinzento, com belas estampagens, a preto e a vermelho, com palmeiras e elefantes nas pastas anteriores e incluindo o retrato dos autores nas pastas posteriores. Ilustrados com desenhos no texto, 14 gravuras extratexto (4 no primeiro volume e 10 no segundo), uma das quais de página dupla, 2 desdobráveis com diagramas de curvas meteorológicas e 6 mapas desdobráveis (4 no primeiro volume e 2 no segundo). Exemplar em magnífico estado de conservação. Primeira edição, dedicada a Dom Luís I, ao Povo Português e a Manuel Pinheiro Chagas, com prefácio dos autores. Relato fundamental da grande expedição de Capelo e Ivens (1884-1885), esta obra monumental documenta a travessia científica e cartográfica entre Angola e Moçambique, consolidando a presença portuguesa no interior de África e servindo de base ao célebre Mapa Cor-de-Rosa, marco geopolítico do fim do século XIX. Páginas em numeração romana do primeiro volume com dedicatórias, quadro com a relação dos indivíduos perdidos durante a expedição ao interior de África, índice das gravuras e dos capítulos, e prefácio. Segundo volume com índice das gravuras e dos capítulos nas páginas preliminares; e índice geográfico, antroponímico e das matérias dos volumes nas páginas finais. A obra divide-se em 30 capítulos, primeiro volume do Capítulo I ao XVI (1-16), segundo do Capítulo XVII ao XXX (17-30). Em 19 de Abril de 1883, o então Ministro da Marinha e do Ultramar, Manuel Pinheiro Chagas, decretou a criação de uma Comissão de Cartografia com o objectivo de elaborar um atlas geral das colónias portuguesas. Paralelamente, visava-se o estabelecimento de uma rota comercial terrestre entre Angola e Moçambique. Como os territórios a atravessar eram ainda desconhecidos e careciam de levantamento cartográfico, recorreu-se a oficiais da Marinha, experientes em missões de exploração, capazes de avançar com maior rapidez através da aplicação dos princípios da navegação marítima ao interior africano. A abertura desta ligação terrestre representava também uma reivindicação tácita de soberania sobre as terras situadas entre as duas colónias, que correspondem atualmente aos territórios da Zâmbia, Zimbabué e Malawi. Esta pretensão ficou conhecida como o 'Mapa cor-de-rosa', ideia frequentemente atribuída ao então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Henrique de Barros Gomes, embora este nunca o tenha assumido publicamente. O projeto colidia diretamente com os interesses britânicos de ligar o Cairo à Cidade do Cabo, originando um grave conflito diplomático entre Portugal e o Reino Unido, que culminou no Ultimato Britânico de 1890. A cedência portuguesa à pressão britânica provocou sérios danos na imagem do regime monárquico português. Numa fase inicial, a exploração decorreu entre a costa e o planalto da Huíla, prosseguindo depois pelo interior do continente até Quelimane, em Moçambique. Durante esta travessia, os exploradores continuaram os seus estudos hidrográficos, realizando também registos de carácter geográfico-natural, etnográfico e linguístico. Foi assim estabelecida a tão ambicionada ligação terrestre entre as costas de Angola e Moçambique, com a exploração das vastas regiões do interior entre os dois territórios, descritas detalhadamente nesta obra. A missão teve início a 6 de Janeiro de 1884 e terminou a 20 de Setembro de 1885, data em que os exploradores regressaram a Lisboa, sendo recebidos em triunfo pelo rei D. Luís. Hermenegildo Carlos de Brito Capelo (Palmela, 1839 ? Lisboa, 1917), foi oficial da marinha portuguesa e explorador do continente africano durante o último quartel do século XIX. Em 1860 embarcou como guarda-marinha para Angola a bordo da corveta D. Estefânia, comandada pelo príncipe D. Luís, em 1863 regressa a Lisboa e é aprovado Segundo Tenente. Em 1874 torna-se Primeiro Tenente, Capitão Tenente supranumerário em 1877, e Capitão de Fragata em 1884. Ajudante de Campo Honorario de Sua Magestade El-Rei, comendador da ordem de S. Thiago. Em resultado de uma outra exploração científica em África, também com Roberto Ivens, escreveu e publicou: De Benguella ás Terras de Iácca . Lisboa, na Imp. Nacional, 1881. Roberto Ivens (São Pedro, Ponta Delgada, 1850 ? Dafundo, Oeiras, 1898), filho de pai inglês e de mãe açoriana, foi um oficial da Armada, administrador colonial e explorador do continente africano, português. Concluiu o curso de Marinha em 1870 com as mais elevadas classificações, no ano seguinte frequentou a Escola Prática de Artilharia Naval, partindo em setembro para a Índia, pelo Canal do Suez, integrado na guarnição da corveta Estefânia, onde é feito guarda-marinha. A partir de 1872 inicia contactos regulares com o continente africano, ascende a diversos cargos e termina a sua carreia como Oficial. 2 Volumes. in octavo. 24x17 cm. xxvii, 448; xiii, 490 pp. Bound in grey waxed canvas, with beautiful black and red embossings of palm trees and elephants on the front covers and including the authors' portraits on the back covers. Illustrated with drawings in text, 14 engravings hors-texte (4 in the first volume and 10 in the second), one of which is a double-page foldout, 2 leaflets with diagrams of meteorological curves and 6 leaflet maps (4 in the first volume and 2 in the second). Copy in pristine condition. First edition, dedicated to Dom Luís I, the Portuguese People and Manuel Pinheiro Chagas, with a preface by the authors. A fundamental account of the great Capel.